Série Tamanho 42 não é gorda

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Antes eu tenho que dizer: estou totalmente chocada. Fui procurar as resenhas dos livros anteriores e descobri que não havia feito! Sim, tudo bem, eu tinha comprado os livros e já tinha lido faz um tempo antes mesmo de ter parcerias, mas...!! Como não pude dividir essa série maravilhosa com vocês?? Vou começar já! Como são 5 livros, comece a sinopse do primeiro...se já leu, passe para o próximo e por aí vai. vou tentar não dar spoilers, ainda mais porque cada caso se fecha nos livros então...
ESSA SÉRIE É ÓTIMA!
"Peraí, vivi! Casos?" Isso mesmo! Vou explicar tintin por tintin...vamos lá!! rsrs

Já avisando! Não são livros bobinhos de água com açúcar (mesmo que eu goste de alguns) mas tem mistérios, mortes, mas comédia!




Fantástico! 

Tamanho 42 não é gorda - livro 1- autora: meg Cabot - editora: Record

sinopse: "Heather Wells está no fundo do poço: perdeu seu namorado, nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, ganhou peso e só entra em roupas tamanho 42, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com suas economias - e seu agente! Mas, aos poucos, as coisas parecem que vão se ajustar. Ela consegue um novo emprego como inspetora em uma faculdade de Nova York e está feliz com seu novo manequim. Mesmo sem o glamour e glória dos dias de ídolo teen, tudo parece ter melhorado. Ou será que ela está enganada? "






Primeiro tenho que dizer, amo a Heather, assim como a maioria das mocinhas de Meg. Ela é divertidíssima e independente, apesar de viver em negação quanto ao peso. E concordo, tamanho 42 não é gorda, mesmo que não seja o meu peso. Heather, depois de deixar de ser super estrela (por querer escrever as próprias músicas, ganhar uns quilinhos a mais e ser roubada pela mãe que fugiu pra outro país com seu empresário e todo o seu dinheiro) e ser chutada por Jordan, o ídolo teen, vai morar com Cooper, irmão de Jordan, mas que tem prédio próprio. Ele é detetive! 
Ela paga aluguel e tudo, enquanto estuda na universidade de Nova York e cuida do conjunto residencial Fisher. Ela está ótima e feliz da vida - totalmente apaixonada por Cooper, mas ele ainda é muito reservado (se bem que os diálogos dos dois e as tiradas internas dela são hilárias) e não percebe como ela se sente. Mas a história não se desenvolve apenas em torno do romance dos dois. Mesmo porque Heather desiste de correr atrás de Cooper (por enquanto) e está namorando o professor de educação física - que insiste em fazer com que ela perca alguns quilinhos a mais..rs

Uma das meninas na residência morre no poço do elevador. É verdade que alguns residentes costumavam brincar de pular de um elevador para outro (meu Deus, quem faz isso mesmo?? O.o) e a polícia cogita em considerar isso um acidente, mas Heather diz que meninas não brincam assim e que ela deve ter sido assassinada... contudo, não acreditam nela e ela resolve descobrir por conta própria...aí que mora o perigo! Heather se mete em cada confusão! O mais legal é que você fica tão curioso como ela para tentar descobrir as pistas e o porquê! E o suposto assassino acha que não acabou o serviço....

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Melhor ainda! 

Tamanho 44 também não é gorda - livro 2 - autora: Meg cabot - editora: Record

sinopse: "A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação. Ela é inspetora de um dormitório feminino da universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes. Quando jovens começam a aparecer mortas no dormitório, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado. Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma inspetora gordinha não ficará em seu caminho."







Heather está novamente às voltas com seu sonhado Cooper que não se declara, mas já enjoada do professor de educação física Tad. Lá está ela no dormitório com seus amigos divertidos - por incrível que pareça você se apega a eles - e subitamente descobrindo uma nova morte! Uma...cabeça de uma líder de torcida aparece dentro de uma panela!! E o corpo, onde foi parar?? Sim, eu sei que não parece nada levinho, mas o tom que Meg usa tira um pouco da seriedade do tema e você só pensa: mas quem fez isso? Por quê? Heather resolve se meter na investigação, mesmo que o departamento de polícia inteiro peça para que ela não faça isso. Afinal, quase morreu nas mãos do assassino da última vez, o que um novo assassino não fará agora? 
Pra piorar seu pai saiu da cadeia...e quer morar com ela e Cooper! Na verdade Cooper mora no andar de baixo e ela no de cima, mas ainda assim...ah, e seu ex vai casar com outra! Sim, a mulher com quem ela pegou ele na cama...aiaiai! 

Ela mora em um local que é tráfico de drogas, mas já fez amizade com os traficantes e nem tem mais medo de andar por lá...mesmo porque o perigo está no próprio trabalho, né? O que mais me surpreende é que você nem consegue desconfiar de quem é o assassino e acaba tomando como certas as suposições da Heather...e se assusta tanto quanto ela! Ri e me assustei ainda mais deste livro!

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Ainda continua arrebentando! 

Tamanho não importa - livro 3 - autora: Meg Cabot - editora: Record

sinopse: "A ex estrela do pop Heather Wells não tem do que reclamar: seu pai finalmente vai se mudar do apartamento que ela divide com Cooper; ela arrumou um namorado que quer ajudá-la a emagrecer e as coisas no emprego de inspetora de alojamento na Universidade de Nova York vão... Bem, as coisas por lá continuam esquisitas como sempre. O Dr. Owen Broucho, diretor interino do alojamento Fischer Hall e seu terceiro chefe em menos de um ano, acaba de ser assassinado. Mais uma vez, Heather precisará usar seus excepcionais talentos de investigação se quiser livrar Sebastian Blumenthal, líder estudantil e principal suspeito do assassinato, de uma acusação aparentemente falsa."



Heather ainda não largou o professor de educação física, que parece mais do que determinado em fazê-la emagrecer, mas o que é mais engraçado nessa história é que finalmente ele despertou o ciúme em Cooper! Agora os diálogos afiados entre os três é ótima, enquanto Heather ainda não se decide. Ela é apaixonada por Cooper e todos notam isso, e Cooper só agora parece que está deixando transparecer seu amor por Heather...aos poucos. Sem contar que Jordan agora fica atrás dela...E é isso que deixa o livro bem divertido!  

Mas claro que a vida de Heather ainda não vai sossegar. No alojamento da Morte, como é agora chamado o conjunto residencial Fisher, acaba de acontecer mais uma morte... e desta vez é do seu próprio chefe! Ele levou um tiro na cabeça! Cooper, seu senhorio e amor oficial (só na cabeça dela) deixou bem claro que não quer que ela se envolva. Não, claro, Heather não quer se meter, mas... o problema é que o principal suspeito é o namorado de Sarah, sua colega e uma de suas melhores amigas! E agora? Quer dizer, ela não queria meeeesmo se meter, mas o rapaz é inocente! Tudo bem, ele é líder dos estudantes e com certeza as circunstâncias apontam pra ele, a prova estava na mochila dele, mas... mas...
Ora, só por que ela vai ficar novamente na mira de um revólver não quer dizer que ela vai deixar o rapaz na cadeia, né?

Acho que a Meg, apesar do tema ser repetitivo, consegue inovar a cada livro, sem fazer com que desapeguemos dos personagens. Sim, há sempre mortes, mas os temas são variados e sempre me surpreendem, mesmo quando eu digo: "desta vez vou descobrir tudo!"

  
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Muito bom! 

Tamanho 42 e pronta para arrasar - livro 4 - autora: Meg Cabot - editora: Record

sinopse: "Neste quarto volume da série de Heather Wells, a protagonista vai precisar resolver mais um dos mistérios que parecem a perseguir. Tania Trace, a mais nova celebridade teen, está noiva do ex-namorado de Heather, Jordan Cartwright, e os dois ganham um reality show só para eles. O problema é que Tania resolveu gravar o programa em um dos alojamentos da faculdade de Nova York, mais especificamente aquele onde Heather trabalha, e acidentes suspeitos começam a acontecer. Agora Heather vai precisar descobrir quem está por trás disso antes que algo pior aconteça."


Agora que finalmente Cooper admitiu seu amor - estava na hora, hein? - novos problemas para Heather surgem no horizonte! Desta vez, veio de fora do Alojamento da morte, digo, do conjunto residencial Fisher. Bem, trazido de fora, pelo menos! Tania, a noiva de Jordan pelo qual Heather tem uma tremenda antipatia - não é pra menos, né? - parece que está sofrendo um atentado. E o pior, está grávida! Ainda bem que Heather está namorando Cooper, hein? Porque os queridinhos da América estão fazendo um reality show, e como não querem correr risco, o acampamento de rock de Tania Trace foi transferido para...tan-tan-tan-taaaan...sim, o conjunto residencial Fisher! Por quê? Porque a pobre Tânia confia muito em Heather, porque acha que ela é o máximo em resolver crimes e problemas. Heather não fica nem um pouco feliz com isso, afinal, cinquenta garotas de quatorze anos e metidas a pop star estarão lá durante as férias dos alunos e ela vai ter que se virar! Mas admite estar com pena da Tânia, que esconde um segredo muito grande e está péssima...anêmica, pálida, depressiva...e vai ter um bebê! Oras, ela tem que ajudar, não é? Ainda mais porque uma nova morte acontece no residencial Fisher (nãããão...jura??) e desta vez causada pelo segredo que Tania carrega! Não, não o filho, algo mais...não, eu digo segredo!

Desta vez o mistério estava solucionado desde a metade do livro e não houve surpresas, mesmo porque eu já desconfiava desta vez - e acertei! - qual era o segredo e por quê. Bom, o fato de não ter me surpreendido não diminuiu a diversão e o mistério do livro. Só não me surpreendeu, mas assustou, né? rs

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Aaah, acabou?? :( 

A noiva é tamanho 42 - livro 5 - autora: Meg Cabot - editora: Record

sinopse: "Heather Wells parece mais familiarizada com pistolas e escroques do que com convites e madrinhas, mas nem por isso vai deixar o dia mais importante da sua vida passar em branco. Mas, bem quando estão preparando a celebração de sua união com Cooper Carwright, Jasmine, uma das novas assistentes de residentes, bate as botas. A causa da morte, segundo os laudos, é asma, mas parece que há algo de esquisito por trás desse caso..."








Ih, Heather, nem quando você vai casar?? Pois é, finalmente Cooper fez o pedido, mas eles querem apenas fugir para se casar. Afinal, Jordan nem desconfiava e achava que Cooper jamais faria isso com ele - mesmo ele sendo casado com outra - a família de Cooper é meio louca, mesmo que ele não seja mais brigado com o pai. Entretanto, a família descobre e Heather não tem outra escolha a não ser aceitar a cerimonialista carésima e super ocupada, os vestidos vintage, o aluguel do Plaza...mas entre provas de vestido e correrias para arrumar a festa e convidados, além das aulas que estão pra começar...adivinha!! Sim, uma menina morta aparece (aparentemente sem nenhum problema) encontrada no quarto. Enquanto todos acham que a morte foi de asma - Heather quer acreditar nisso! - Cooper também chega no local e desconfia. Afinal, se foi asma, por que a bombinha está cheia? E cadê o celular da menina?? Que menina de 20 anos vai pra cama sem smartphone?

Pra piorar, eles tem um Residente Muito Importante...o príncipe Rashid Ashraf Bin Zayed Faisal que sempre vem acompanhado de seus assustadores e intimidantes guarda-costas. Jasmine, a menina que morreu, foi a uma das festas do príncipe regadas a álcool e no dia seguinte apareceu morta na cama...até que chega o laudo. Não foi asma, mas asfixia! O que ela descobriu nesta festa que quiseram silenciá-la? E o príncipe é tão amável...Tudo bem que o pai dele doou meio bilhão de dólares para a universidade e sendo Qalif um país muito machista, violento e ditador, os funcionários e alguns residentes não estão nada felizes com isso. Oh-oh...e agora??

Desta vez o mistério foi bem grande e eu fiquei na dúvida de quem poderia ter sido. Isso entre outros dramas como a Nicole, cunhada de Heather, convidar dezenas e dezenas de pessoas achando que o lado da noiva estava pouco cheio e no meio dessa gente toda...convidar alguém que ela jamais devia ter chamado, para desespero de Heather! Gostei demais!!

O livro desta vez estava menos engraçado que os outros, mas ainda assim foi muito divertido! 


Leiam a série, já está completa e agora não tem desculpas!! rsrsrs

Zack: Ufa! Li tudo e já sei quem é o assassino em cada um dos livros!

Jessi: Mentira! :P Eu sei que você só leu a resenha e nem conhece os personagens! 

Zack: É? Você leu?

Jessi: Li, mas...

Zack: Então...os assassinos são...*sussurra*

Jessi: Ai, meu Deus...são mesmo....u.u

 






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Casa de segredos - A Batalha das bestas

domingo, 28 de dezembro de 2014

Emocionante! :)

Casa de segredos 2 - A batalha das bestas - autores: Chris Columbus e Ned Vizzini - editora: Galera Junior

sinopse: "Após a derrota de Dahlia Kristoff, a vida dos Walker melhorou bastante. A Bruxa do Vento foi banida e eles agora estão ricos! Mas essa mudança no destino não trouxe a felicidade que eles esperavam e os irmãos estão tendo dificuldades em se encaixar na sua nova escola, Bay Academy. Brendon não consegue fazer amigos, Cordelia suspeita que suas aventuras podem ter afetado sua mente e Eleanor só quer que tudo volte a ser como antes.
Enquanto eles lidam com essas questões, Denver Kristoff procura por sua filha, Dahlia, e nenhum Walker estará a salvo enquanto ele não a encontrar. Evocá-la a São Francisco significa trazer à tona todos os perigos ligados a ela e arrastar os Walker de volta aos misteriosos mundos dos livros de Kristoff. Antigos inimigos farão escolhas surpreendentes e novos amigos precisarão se provar dignos de confiança conforme os Walker viajam de uma ponta do mundo a outra." 


Quem perdeu a resenha do primeiro livro, cheque aqui!
Estamos de volta com as aventuras dos irmãos Brendan, Cordelia e Eleanor (parece entrada de filme da Sessão da Tarde!) e sua casa maluca! rs No primeiro livro, eles haviam sido levados, junto com a casa, para dentro dos livros do rei das tempestades, Denver Kristoff, por Dahlia, a bruxa do vento. Agora eles estavam ricos e numa escola cara, mas nada felizes. Brendan sofria bullying na escola, Cordelia começou a ter problemas muito estranhos de saúde - seus dentes estavam todos moles e caíam (até na frente do menino que mais gostava!!) e sem contar que suas mãos envelheciam...se não bastasse só isso, ela também começou a virar gelo! (Anna- Frozen?) Já Eleanor também sofria bullying, mas não ligava...estava mesmo era preocupada com seus pais, que estavam brigando muito...E Will estava desaparecido...

Will reaparece e explica seus motivos, e eles estão unidos agora para descobrir qual o problema de Cordelia...

O fato é que Denver Kristoff aparece e os ameaça, mandando-os entregar a bruxa do vento, que fora banida para "o pior lugar de todos"! Mas enfim...onde era o pior lugar de todos?? Eu não vou estragar a surpresa, mas pra mim era meio óbvio...hahaha!
Dahlia não fica nada contente com o pai, a quem detesta totalmente. E, para forçar as crianças a encontrarem o livro da perdição e do desejo, ela os envia, junto com a casa, para dentro de outros dos livros de Kristoff...a diferença? Desta vez eles tem tecnologia e...nazistas!! Já no começo vão parar no antigo coliseu de Roma (que não está tão antigo assim) e dão de cara com leões invadindo a casa! E viajam através da neve, em tanques de guerra...sim, aventura do início ao fim do livro!! Muito legal!
Como sempre fechou perfeitamente, sem necessidade de você xingar pelo próximo livro...até o epílogo! hahaha Já estou ansiosa por ele! 

Só que apesar de ter o selo galera junior, não acho que seja muito voltado aos doze ou treze anos; existem algumas cenas sangrentas e violentas no livro, que até me surpreenderam! É um livro ótimo sim, mas talvez não para crianças pequenas ou até doze anos...

Amei!! Quero o próximo!

Zack: Amei a ideia de entrar nos livros! Ia ser bem legal se... Jessi? Por que suspirou? Eu ouvi!

Jessi:.....não faço ideia do que está falando.

Zack: Queria entrar no livro do Crepúsculo, não é??

Jessi: *corando* isso é ridículo! Não faço ideia do que está falando! Eu iria escolher um livro mais light...

Zack: Como o quê? Polliana?

Jessi: Não...a Fantástica Fábrica de chocolates...






   
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Endgame

Bem empolgante! 

Endgame - o chamado - autores:  James Frey e Nil Johnson-Shelton

sinopse: "A história começa há doze mil anos, quando seres poderosos desceram do céu entre fumaça e fogo e criaram a humanidade, deixando-nos regras segundo as quais viver. Precisavam de ouro, e, para extraí-lo, instalaram aqui as doze linhagens que deram origem às nossas antigas civilizações. Quando conseguiram o que queriam, foram embora. Mas avisaram que um dia retornariam e que, quando isso acontecesse, seria para o Jogo. O Jogo que determinaria nosso futuro. Os Jogadores terão que achar três chaves, que estão espalhadas pelo planeta. Quem achá-las primeiro ganha. "Endgame: O Chamado" acompanha a busca dos doze Jogadores pela primeira chave. O livro contém um enigma. Um enigma que convida o leitor a jogar seu próprio Endgame. Quem encontrar a solução primeiro ganhará uma mala cheia de ouro. Em adição ao enigma estará disponível um jogo on-line revolucionário desenvolvido pela Niantic Labs, empresa associada ao Google e responsável também pelo jogo Ingress."


O livro, devo admitir, estava super bem apresentado! Veio numa caixa toda preparada com fichas dos personagens toda separada e fiquei encantada. Nossa, estavam caprichando na apresentação do livro...estava curiosa! 

Cada capítulo do livro fala sobre doze jogadores. Eles viviam suas vidas normais, embora sendo treinados duramente escondidos dos outros para serem os responsáveis da perpetuação da sua linhagem...eles eram treinados, depois que morressem outros assumiriam e por aí vai, até que chegasse o fim do mundo. Apenas aqueles ligados à sua linhagem viveriam; todo o resto da humanidade morreria. Eram todos de diversas partes do mundo: Japão, Índia, Estados Unidos (ei, ninguém do Brasil??), Tailândia...certo, fiquei incomodada de todos falarem a mesma língua...(não tem explicação sobre isso no livro).

De qualquer forma, estavam todos vivendo suas vidas tranquilamente - e as vidas secretas também) até que doze meteoros caem em diversas partes do mundo. Dizimam milhões de pessoas, mas era uma mensagem para cada um deles. Cada um foi atrás de seu meteoro que continha uma mensagem. Assim que decodificassem essa mensagem, poderiam ir atrás do seu futuro. Sarah estava fazendo um discurso na sua formatura quando o meteoro surgiu, matando milhares de pessoas e escapou por pouco. Ela sabia que era hora. Teve que explicar tudo para Cristopher, seu namorado, que não entendeu e partiu atrás dela. Só que ele não era um dos guerreiros...

Todos se reuniram diante de uma pirâmide (que atualmente existe e é secreta, mas podem procurar)  e receberam a missão de um alienígena...cada um tinha que desvendar seu próprio código e encontrar a Chave da Terra. Apesar de ser a mesma e apenas uma, cada um recebeu um código próprio. E, claro, só um conseguiria (como Jogos vorazes) resultado: tentaram se matar assim que a missão começou!

Só que haviam aqueles que tinham não só decifrado a mensagem como o porquê da destruição!! E sabe o que é mais incrível? Não queriam lutar e nem buscar a chave! Eles diziam ter entendido o que era o Endgame...Shari se esconde com sua filha, Hilal precisa alertar os outros sobre esse imenso segredo...qual o mistério, afinal??

Cada capítulo é sobre um jogador à parte, mas eles se cruzam, fazem alianças (ops, se apaixonam..)...e o tempo todo o leitor é levado a pensar no que seria cada mistério. Tem jogadores que você torce o tempo  todo (outros você deseja que sumam do mapa!) e é empolgante!

A coisa mais curiosa do livro agora...se você leu a sinopse, verá que existe um endgame para os leitores, mas não para o fim do mundo...e sim para ganhar uma mala de ouro! Esta aqui!
Incrível, né? Pra isso você precisa decifrar uma série de enigmas no livro, todos com links no final...uma série de links que levam a sites, youtube, imagens...bem legal. É uma clara tentativa de fazer acreditar que foram aliens que formaram o planeta e que as religiões em si não existem. Achei cansativo perseguir as pistas depois de um tempo, porque algumas estavam ficando ofensivas e vi que muita gente estava atrás dos links e pareciam brigar...As pessoas esquecem que é ficção...Esse endgame não é pra mim, hahaha! Contudo, estou mega curiosa pelos próximos livros! Quem será que vai ganhar?? 

Zack: Pfff....ridículo. Eu já descobri todo o mistério atrás do endgame. Dos dois, do livro e dos leitores.

Jessi: Mesmo? Então por que não vai atrás do prêmio?

Zack: Da mala de ouro? Pff... eu não preciso de ouro. Tudo o que preciso está bem aqui...

Jessi: *suspira*

Zack: ...no google.

Jessi: *tosse*  











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Conto 28 - conto de natal

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Antes de mais nada... feliz natal pra todo mundo!! :D Sei que andei sumida, mas foi uma serie de coisas que fugiram do controle...tipo fazer dúzias e dúzias de Banguelas para o natal! E depois de abusar disso, pegar uma senhora inflamação na lombar - o que me leva a lembrar que eu deveria estar em repouso  - enfim, gostaria de dividir com vocês algumas novidades para o ano que vem, mas elas não estão muito certas, então só vou avisar quando estiverem prontas! ;D 

Comecei o discurso já deixando vocês curiosos e sem dar explicação alguma, mas...olha o lado bom...são novidades boas que virão - só as de agora que não foram...u.u 

Sim, eu sei que meu último conto faz um ano! Sei disso porque o ultimo foi...um conto de natal...hehe ^^;;

Whatever, deixa eu continuar porque não vou quebrar tradições! Um dia atrasado, mas aqui vai! XD


Conto de natal
Autora: Vivianne Fair
Personagens Jessi e Zack do livro A Caçadora

– Ah, você também não pode vir? Ahn, sim... a festa da Linda...claro, eu entendo.
Desliguei apertando com força o celular. Eu não estava tão frustrada realmente porque todo mundo preferia ir para a festa de Natal da Linda do que pra minha. Também não estava lá tão irritada porque a Linda resolveu fazer uma festa na mesma hora e na mesma data que a minha.
Sim, eu sei que festas de Natal costumam ser no mesmo dia e no mesmo horário, mas ainda assim. Eu convidei a Linda para a minha festa.
Suspirei. Claro que o fato de Zack ir para a minha festa faria a universidade inteira tentar entrar e eu teria que ser obrigada a contratar seguranças e estourar ainda mais meu orçamento. Mas acontece que havia outra razão de eu querer que as pessoas fossem para a minha festa! Sim, é um pensamento egoísta, mas não ficamos no natal com as pessoas que mais gostamos? Não queremos estar perto das pessoas que mais admiramos? Pelo menos no natal eu gostaria que as pessoas gostassem de mim um pouquinho mais que a Linda. Certo, esse não é o motivo principal, mas e se eu for a única que pensasse que...
Certo, até eu estou soando um pouco drástica demais para meus ouvidos. Sei que as otakus, Bobby e Zack vão vir correndo. Só gostaria de ser capaz de fazer mais amizades... e poder fazer um natal de verdade! Quem sabe até tocar um pouquinho no coração das pessoas...
Bom, a pessoa que abriu a janela agora definitivamente não estava lá muito com o espírito natalino.
– Que história é essa de que você vai dar uma festa enorme e não estou convidado?
Revirei os olhos.
– É claro que você está convidado, Zack – que diferença faz? Ele ia aparecer mesmo – O fato é que eu não queria que as pessoas viessem por sua causa.
– Bom, o seu tiro saiu pela culatra, então – ele pareceu mais relaxado – porque a Linda espalhou por aí que eu estaria na festa dela, então o povo inteiro vai pra lá.
– Oh...
– Mas por que você quer mudar a tradição? Sempre passamos o natal juntos, você, as otakus, Bobby e eu. Por que quer aqueles fanfarrões e bêbados na nossa festa?
Subitamente a porta se abre para otakus bem zangadas. Na verdade, elas tentam fazer caras de zangadas, mas são fofas demais pra isso, então só tenho vontade de mordê-las.
– É o que queremos saber também!
Suspirei, percebendo que não ia saber explicar. Senti um frio na espinha e, dessa forma, percebi que Eric havia se materializado para dentro do quarto. Só que ao contrário dos demais, ele não tinha um ar de acusação no rosto. Ele tinha um semblante sereno e sorria.
– O que foi? Não vai me recriminar também? – resmunguei, me colocando na defensiva. Era véspera de natal, afinal! Não podiam deixar pra me censurar depois?
– Eu sei o que estava planejando. E acho isso muito bonito.
As otakus e Bobby não entenderam nada porque não podiam vê-lo ou ouvi-lo, mas Zack sim.
– O que você quer dizer com isso? Jessi só quer dar essa festa para ficar popular!
– Não... ela quer dar essa festa para poder trazer um pouco do espírito natalino para a cabeça e o coração das pessoas.
Zack ficou surpreso e me fitou.
– Verdade, Jessi? Você quer dar uma festa para as pessoas para fazê-las entender o que é o natal?
Fiquei imediatamente vermelha.
– Hum, é que... está bem! Eu só queria fazer isso pra ver se podia fazer as pessoas pensarem um pouquinho no aniversariante de hoje e... não sei... tentar despertar um pouquinho do amor. Ceias não são só bebidas, trocas de presente e muita comida...
Eles me fitavam com cara de bobos.
– Por que não disse isso logo? – Estela inquiriu.
– É que... fiquei com vergonha. E se eu fosse a única que pensasse dessa forma?
Eles se entreolharam e senti vindo. Sabia que não ia ter como fugir. Zack abriu os braços e veio correndo, seguido pelas otakus e Bobby. Olhei para os lados, mas era tarde demais. Começou com um “A” que foi crescendo até eu estar sufocada entre um monte de braços e ouvindo um estridente.
– AWWWWNNNNN....
Pude respirar normalmente depois de dois minutos. Eric ficou atento o tempo todo, claro. Não porque estivesse preocupado.
– Jessi, é muito lindo o que você está tentando fazer... só que ninguém vai vir pra festa se pensarem que Zack não vem – avisou Dine.
– Mas estarão aqui pelos motivos errados!
– Se você prometer comida ou bebida, também estarão aqui por motivos errados – lembrou Sofia.
– Bom, podemos tentar trazer todos contando a verdade... e que será uma experiência única! – incentivou Bobby.
Eles deram de ombros. Valia a pena tentar.
– Só que Zack não vai.
Eles se viraram para me fitar surpresos. Zack mais ainda.
– Como assim? Acha que não serei útil?
– Útil demais. Vão vir por sua causa.
– E se eu encontrar pessoas dispostas a vir sem ser por causa da minha beleza?
Todos nós rimos, até Eric. O vampiro pareceu bem irritado. Ele sentou-se na minha cama, puxou um dos meus livros da cabeceira e começou a ler, ainda resmungando. Nós nos entreolhamos sorrindo e todos partiram para realizar a missão.
O que não durou muito tempo. Quando descobriram que não iam a uma festa para beber ou comer ou trocar presentes e sim cantar músicas natalinas, trocar mensagens belas ou fazer encenações, deram pra trás na hora.
Sofia, Estela, Dine e Bobby estavam de volta após meia hora.
– Er...não tive muito sucesso –  avisou Bobby, por fim.
– Nem eu.
– Nem eu.
– Nem eu.
Dei de ombros.
– Eu avisei, gente. Perda de tempo.
Eles pareceram muito tristes, mas os animei, dizendo que nossa festa ia ser a melhor de todas e que não tinha importância alguma se seria só nós. Eles sorriram mais animados e disseram que iam trazer pelo menos alguma coisa pra comer e saíram. A verdade é que eu não estava mais no espírito. Quer dizer, espírito de natal eu tinha, mas estava completamente desanimada do resto. Zack estava amuado na cama, mas percebeu.
– Que foi, safadinha? Pensei que não houvesse ficado chateada...
– Aah, não, eu... estou bem. De verdade.
Ele não pareceu confiar muito em mim. Subitamente sua face se iluminou.
Essa não. Ele teve uma ideia.
Eric apareceu e sorriu. Claro.
Tinha que ser uma ideia que colocaria todo mundo em perigo.
Antes que eu pudesse impedi-lo, Zack saltou na noite e sumiu.
Espero que não demore muito para nos encrencar. Já eram sete da noite.      
Ou eu quero que ele demore? Estou com medo dele arruinar o que resta do natal...
Que isso, Jessi! Coloque a cabeça no lugar! Você mesma precisa lembrar o porquê do natal existir!
Em breve as otakus e Bobby chegaram com alguns pratos – miojo com temperos exóticos –, deixaram tudo lá no meu quarto pra feder e nos dirigimos à saída da universidade para assistir a missa do galo. Ainda bem que ela começava cedo e terminava cedo; tinha medo de sair de lá à meia noite, apesar de Zack afirmar que vampiros costumam fazer uma trégua durante o natal.
Vai que tem um desavisado.
A missa estava linda e fiquei totalmente entregue àquele clima lindo até olhar para fora e ver que Zack aparecera e também parecia empolgado pela janela. Mas não acho que era porque estavam cantando “glóóóóóóóória a Deus nas alturas”. Ele estava sorrindo e acenou pra mim. Eric ao lado dele parecia tentar conter o riso.
É isso. Vou rezar com mais afinco. Acho que vou dizer parabéns pelo aniversário para Jesus pessoalmente hoje.
   Quando a missa terminou, ele estava tão animado que nem esperou as pessoas saírem adequadamente. Foi empurrando todo mundo desejando feliz natal até chegar em nós.
– Prontos pra festa?
– Estamos! – sorriu Bobby – Vamos para casa para apanhar nossa comida e...
– Quê? – Zack torceu o nariz – Não, eca! Vamos para uma que eu preparei. É aqui perto!
Ele começou a nos empurrar e, embora as otakus e Bobby estivessem empolgados para descobrir o que Zack estava aprontando, eu não estava nem um pouco. Afinal, que salão de festas pode ter em uma rua escura e deserta?
– Zack... onde é?
– Assim, de repente, só consegui um galpão abandonado. Mas já está lotado! E eles estão só esperando por nós!
– Você os chamou? – perguntou Bobby com uma sobrancelha levantada.
– Sim, mas posso garantir que nenhum apareceu por causa da minha beleza. Quer dizer... talvez um ou dois, mas... vá saber.
Comecei a sentir o suor frio escorrer pelo meu pescoço.
– Zack... quem você chamou?
Quando ele abriu a porta do galpão, ela estava realmente lotada. Havia dúzias e dúzias de pessoas ali. Todas esperando por nós.
Mas não estavam lá com espírito natalino. Não deveriam comemorar o natal há muitos anos. Talvez centenas.
Todos vampiros.
– Zack... – sussurrei quando finalmente encontrei minha voz. Já as otakus e Bobby ainda não tinham conseguido – Você nos trouxe para um antro de vampiros?
– Não, não.... é nossa festa!
– Você ficou MALUCO??
– Imagina! Eles ficaram muito felizes por estarem servindo o mestre! Não é, pessoal?
Houve alguns murmúrios resmungados de concordância.
– Eu disse... NÃO É, PESSOAL?
Desta vez o murmúrio foi muito mais animado e audível, embora meio falso.
– Pronto, Jessi – ele piscou um olho – você já pode imbutir o espírito natalino neles!
– Zack... eles são maus...são vampiros... odeiam o natal!
– Isso não é verdade! Eu amo o natal!
Bem, era um argumento, sendo ele um vampiro e tal, mas... Zack é Zack! Se eu o mandasse ir de galinha pintadinha para uma festa no presídio, ele ia tentar me convencer a ir de Peppa também.
Zack estalou o pescoço.
– Bem, como vamos começar a nossa festa? Já sei! Jessi, pode começar a falar do amor de Deus, a encarnação em forma de homem e tal. Aposto que eles não conhecem bem essa história.
Pisquei os olhos enquanto as otakus e Bobby se recuperavam aos poucos.
– Ahn, certo – Peguei um pouco do vinho que estava na mesa entre comidas deliciosas intocadas (não era isso que eu queria?), limpei a garganta e comecei – Tudo começou quando... no princípio era o verbo...
Por incrível que pareça, me empolguei no sermão. Alguns deles pareceram entretidos, outros, nem tanto, já que bocejavam. Mas houve até algumas perguntas tímidas que expliquei com toda a boa vontade do mundo. Ainda não sei se foi Zack que os mandou participarem e provavelmente nunca vou saber.
O tempo todo eu estava tensa. Cada vez que algum deles falava alguma coisa, eu dava um pulo – interno ou externo. Zack pode ser extremamente poderoso como ele mesmo fala e todos os vampiros são obrigados a obedecê-lo, mas nós dois sabemos que muitos deles ali não concordam com isso e ele não poderia nos proteger de todos. E mesmo eu sendo uma caçadora de vampiros, bem... convenhamos que eu não teria nem tempo de descobrir como uma estaca realmente funciona.
– E o que fazemos agora, Jessi? O que você tinha planejado? Aah, sim! Vamos cantar músicas natalinas!
A expressão de horror que se formou no rosto de cada um deles foi quase cômica. Zack pegou uma baqueta e separou os sopranos, tenores, baixos e contraltos. Determinou quem faria que parte e, o tempo todo sorrindo, anunciou que cantaríamos “noite feliz”.
Ele bateu duas vezes a baqueta improvisada numa caixa de madeira improvisada que ele fez de conta que era um palanque.
– Agora, todos juntos!
O coro começou bem fraquinho e desafinado. Até eu estava receosa de cantar.
– N... noooite feliiiiz....
Subitamente os olhos de Zack ficaram vermelhos e seus caninos projetaram-se pra fora.
– Eu sei que vocês podem fazer melhor do que isso.
O ânimo de todo mundo foi repentinamente recuperado, incluindo o meu.
– NOOOOOOITE FELIIIIIIZZZZ......
Devo admitir que depois de umas duas horas cantando canções natalinas, os vampiros acabaram cedendo e pude ouvir alguns solos e canções de natal ainda mais antigas que minha avó se ela fosse uma vampira desde tempos passados. Alguns se revelaram ótimos cantores, quem diria?
– Pronto, Jessi! Que mais iremos fazer? A ceia?
Isso definitivamente animou os vampiros. Alguns deles sorriram e nos fitaram ansiosos.
Sussurrei pra Zack.
– Nós não seremos ceia de ninguém!
Ele deu de ombros.
– Tem certeza? Você tem sangue aí para alimentar um batalhão inteiro de vampiros!
– EU NÃO SOU GORDA!
– Não, mas suas coxas...
Antes que eu tirasse meu salto alto para dar na cabeça dele, Zack virou-se para a multidão sedenta.
– Tem um caminhão de sangue aí fora. Divirtam-se.
Eles pularam animados, saindo o mais rápido que podiam. Fitei-o com espanto.
– Você roubou sangue? Um caminhão inteiro? Zack!! Pessoas precisam desse sangue! Há muitos acidentes nessa época!
Ele deu de ombros.
– Roubei um pouco de vários lugares diferentes, Jessi. Ninguém vai dar por falta. Provavelmente um ou dois de cada hospital, de cada cidade, de cada país...
– Você pensa em tudo mesmo, hein?
Enquanto isso, as otakus, Bobby e eu nos servimos da ceia que Zack havia preparado para nós. Não estava nada mal, na verdade. Comemos até ficarmos enjoados – não me julgue, ainda mais depois daquele sufoco que ele nos fez passar com os vampiros – e paramos até os vampiros também ficarem saciados e voltarem para dentro do galpão.
– Pronto, Jessi... próximo passo. Ah, trocarmos presentes! Todos vocês, deem os presentes que mandei vocês arrumarem. Agora.
Eles se entreolharam e começaram a puxar dos bolsos roupas velhas, sapatos – de um pé, relógios, bolsas...
– Zack... eles roubaram essas coisas?
– Hum, eu devia ter sido mais específico. Mas é bem provável que a maioria tenha pego de algum cemitério já que não podem atacar pessoas na época do natal.
Senti um estremecimento característico. As otakus e Bobby se animaram e começaram a remexer nas coisas, mas puxei-os pelas golas e lancei-lhes um olhar que dizia: não-mexam-nisso-que-nojo-deve-ser-sido-roubado-de-um-cemitério. E eles me lançaram outro que dizia: quem-se-importa-é-de-graça-e-ninguém-vai-reclamar.
Todos me olharam com expectativa. Eu não sabia bem o que fazer até o sino tocar.
–  Bom, é oficialmente natal... vamos nos abraçar e desejar um feliz natal pra todos!
Os vampiros me fitaram com horror novamente – como eu sempre havia sonhado, mas não dessa forma – e tentei lançar-lhes um olhar que dizia: acalmem-se-já-está-acabando.
Eles começaram a se levantar e se abraçar mutuamente resmungando feliz natal, mas conforme iam se soltando, pude ver alguns sorrisos – quem diria! – e até algumas risadas e abraços apertados. Abraçaram Zack mais do que todos – vai entender – e muitos me abraçaram também, embora eu sempre me encolhesse e meu abraço parecesse mais o de um robô.
Quando eu estava pronta para dispensá-los, Zack ainda teve uma nova ideia.
– Espera, o que acham de uma representação?
Foi a minha vez de fitá-lo horrorizada.
– Representação?  Você quer dizer... eles farão o papel de Maria, José, os anjos, os reis magos...?
– Ué, claro! E eu vou ser...
– Se você disser que vai ser o menino Jesus eu vou dar com a minha mão na sua cara!
Ele paralisou por um momento.
– Er... eu vou ser o diretor.
Ele mesmo escolheu os papéis, especialmente para aqueles vampiros que tentaram fugir quando ninguém estava olhando. Eu pensei em fazer o mesmo, mas... provavelmente o máximo que eu ia ser seria o burro do presépio.
Não vou dizer que foi convincente a encenação, ainda mais quando Zack o tempo todo interrompia gritando “Corta”, mas devo admitir que fiquei tocada. Tive que conter o riso quando Zack pediu alguém para ser a estrela e Bobby sugeriu Edward do Crepúsculo.
Maria foi bem convincente e José parecia mal-humorado. Os pastores estavam meio forçados, mas senti um bom esforço da parte do anjo. Os animais estavam meio tensos. Pelo visto ser burro ou vaca ia dar mais trabalho do que eu imaginava.
Ao final da representação, aplaudimos de pé. Realmente foi um bom esforço da parte dos atores – claro que Zack mostrando os caninos os incentivou muito – e até vi alguns vampiros com expressões tocadas. Não sei se vi lágrimas nos olhos deles, só nos da Sofia e da Estela – vai entender.
Zack bateu palmas para chamar a atenção de todos.
– Nossa festa de natal está oficialmente encerrada! Como eu perguntei antes, no começo da festa... ainda querem matar os convidados humanos?
Arregalei os olhos. Isso estava em discussão?
Eles se entreolharam. Alguns deram de ombros, outros acenaram que sim com a cabeça, mas a maioria disse que não. Eles haviam mesmo sido tocados, de uma forma ou de outra.
– Que bom. Então não haverá briga no fim da festa, afinal de contas. Podem ir e feliz natal!
Alguns saíram caminhando felizes, outros dispararam pelas janelas. Mas de uma forma ou de outra ninguém ali queria brigar. Puxei Zack de lado, ainda orgulhoso pelo feito.
– Zack, o que... o que significou isso?
– Você estava tão triste porque não ia ter uma festa de natal de verdade... e olha o lado bom, aposto que muitos deles nem vão tentar atacar alguém pelas próximas semanas.
– Hã... isso é bom... eu acho.
– Eu adorei! – gritou Estela.
– E eu – gritou Dine.
– Eu também! – exaltou-se Sofia.
– Confesso que foi divertido – confessou Bobby.
Eric deu de ombros.
– Acho que devíamos repetir isso sempre – Zack ameaçou – O que acham?
Sacudi violentamente a cabeça gritando não, mas me ignoraram.
– Bom, já podemos começar a planejar a próxima festa.
Suspirei. Eu ainda ia ter pelo menos um ano pra convencer Zack de que essa não era uma boa ideia.
No dia seguinte, muitas pessoas vieram atrás de mim perguntando quando eu iria fazer a próxima festa porque estariam lá com certeza. Aparentemente alguém contou a eles que na minha festa não só teve Zack como ainda teve dúzias e dúzias de homens e mulheres lindíssimas – não tinha como negar isso – e ainda teve shows como encenações e corais. Até Linda falou que gostaria de participar. Talvez.
Zack veio ao meu quarto todo empolgado e cheio de planos. Já eu não estava tão animada assim. Um bando de vampiros e um bando de adolescentes juntos? Pode parecer, mas não seria nada nada como Crepúsculo.
Acho.
Dei de ombros e deitei na cama.
– Bom, temos bastante tempo até lá. Então vamos descansar e...
– Do que está falando, Jessi? A próxima festa é daqui a uma semana!
– Do que está falando??
Ele abriu um sorriso largo e sem caninos à amostra.
– Vamos nos preparar para o ano novo!



   
                                                                                                      Vivianne Fair


E aí? Alguém vai querer participar desta festa?? Hehehe! 

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Espero que gostem! Beijooos!! =*** 
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