Conto 28 - conto de natal

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Antes de mais nada... feliz natal pra todo mundo!! :D Sei que andei sumida, mas foi uma serie de coisas que fugiram do controle...tipo fazer dúzias e dúzias de Banguelas para o natal! E depois de abusar disso, pegar uma senhora inflamação na lombar - o que me leva a lembrar que eu deveria estar em repouso  - enfim, gostaria de dividir com vocês algumas novidades para o ano que vem, mas elas não estão muito certas, então só vou avisar quando estiverem prontas! ;D 

Comecei o discurso já deixando vocês curiosos e sem dar explicação alguma, mas...olha o lado bom...são novidades boas que virão - só as de agora que não foram...u.u 

Sim, eu sei que meu último conto faz um ano! Sei disso porque o ultimo foi...um conto de natal...hehe ^^;;

Whatever, deixa eu continuar porque não vou quebrar tradições! Um dia atrasado, mas aqui vai! XD


Conto de natal
Autora: Vivianne Fair
Personagens Jessi e Zack do livro A Caçadora

– Ah, você também não pode vir? Ahn, sim... a festa da Linda...claro, eu entendo.
Desliguei apertando com força o celular. Eu não estava tão frustrada realmente porque todo mundo preferia ir para a festa de Natal da Linda do que pra minha. Também não estava lá tão irritada porque a Linda resolveu fazer uma festa na mesma hora e na mesma data que a minha.
Sim, eu sei que festas de Natal costumam ser no mesmo dia e no mesmo horário, mas ainda assim. Eu convidei a Linda para a minha festa.
Suspirei. Claro que o fato de Zack ir para a minha festa faria a universidade inteira tentar entrar e eu teria que ser obrigada a contratar seguranças e estourar ainda mais meu orçamento. Mas acontece que havia outra razão de eu querer que as pessoas fossem para a minha festa! Sim, é um pensamento egoísta, mas não ficamos no natal com as pessoas que mais gostamos? Não queremos estar perto das pessoas que mais admiramos? Pelo menos no natal eu gostaria que as pessoas gostassem de mim um pouquinho mais que a Linda. Certo, esse não é o motivo principal, mas e se eu for a única que pensasse que...
Certo, até eu estou soando um pouco drástica demais para meus ouvidos. Sei que as otakus, Bobby e Zack vão vir correndo. Só gostaria de ser capaz de fazer mais amizades... e poder fazer um natal de verdade! Quem sabe até tocar um pouquinho no coração das pessoas...
Bom, a pessoa que abriu a janela agora definitivamente não estava lá muito com o espírito natalino.
– Que história é essa de que você vai dar uma festa enorme e não estou convidado?
Revirei os olhos.
– É claro que você está convidado, Zack – que diferença faz? Ele ia aparecer mesmo – O fato é que eu não queria que as pessoas viessem por sua causa.
– Bom, o seu tiro saiu pela culatra, então – ele pareceu mais relaxado – porque a Linda espalhou por aí que eu estaria na festa dela, então o povo inteiro vai pra lá.
– Oh...
– Mas por que você quer mudar a tradição? Sempre passamos o natal juntos, você, as otakus, Bobby e eu. Por que quer aqueles fanfarrões e bêbados na nossa festa?
Subitamente a porta se abre para otakus bem zangadas. Na verdade, elas tentam fazer caras de zangadas, mas são fofas demais pra isso, então só tenho vontade de mordê-las.
– É o que queremos saber também!
Suspirei, percebendo que não ia saber explicar. Senti um frio na espinha e, dessa forma, percebi que Eric havia se materializado para dentro do quarto. Só que ao contrário dos demais, ele não tinha um ar de acusação no rosto. Ele tinha um semblante sereno e sorria.
– O que foi? Não vai me recriminar também? – resmunguei, me colocando na defensiva. Era véspera de natal, afinal! Não podiam deixar pra me censurar depois?
– Eu sei o que estava planejando. E acho isso muito bonito.
As otakus e Bobby não entenderam nada porque não podiam vê-lo ou ouvi-lo, mas Zack sim.
– O que você quer dizer com isso? Jessi só quer dar essa festa para ficar popular!
– Não... ela quer dar essa festa para poder trazer um pouco do espírito natalino para a cabeça e o coração das pessoas.
Zack ficou surpreso e me fitou.
– Verdade, Jessi? Você quer dar uma festa para as pessoas para fazê-las entender o que é o natal?
Fiquei imediatamente vermelha.
– Hum, é que... está bem! Eu só queria fazer isso pra ver se podia fazer as pessoas pensarem um pouquinho no aniversariante de hoje e... não sei... tentar despertar um pouquinho do amor. Ceias não são só bebidas, trocas de presente e muita comida...
Eles me fitavam com cara de bobos.
– Por que não disse isso logo? – Estela inquiriu.
– É que... fiquei com vergonha. E se eu fosse a única que pensasse dessa forma?
Eles se entreolharam e senti vindo. Sabia que não ia ter como fugir. Zack abriu os braços e veio correndo, seguido pelas otakus e Bobby. Olhei para os lados, mas era tarde demais. Começou com um “A” que foi crescendo até eu estar sufocada entre um monte de braços e ouvindo um estridente.
– AWWWWNNNNN....
Pude respirar normalmente depois de dois minutos. Eric ficou atento o tempo todo, claro. Não porque estivesse preocupado.
– Jessi, é muito lindo o que você está tentando fazer... só que ninguém vai vir pra festa se pensarem que Zack não vem – avisou Dine.
– Mas estarão aqui pelos motivos errados!
– Se você prometer comida ou bebida, também estarão aqui por motivos errados – lembrou Sofia.
– Bom, podemos tentar trazer todos contando a verdade... e que será uma experiência única! – incentivou Bobby.
Eles deram de ombros. Valia a pena tentar.
– Só que Zack não vai.
Eles se viraram para me fitar surpresos. Zack mais ainda.
– Como assim? Acha que não serei útil?
– Útil demais. Vão vir por sua causa.
– E se eu encontrar pessoas dispostas a vir sem ser por causa da minha beleza?
Todos nós rimos, até Eric. O vampiro pareceu bem irritado. Ele sentou-se na minha cama, puxou um dos meus livros da cabeceira e começou a ler, ainda resmungando. Nós nos entreolhamos sorrindo e todos partiram para realizar a missão.
O que não durou muito tempo. Quando descobriram que não iam a uma festa para beber ou comer ou trocar presentes e sim cantar músicas natalinas, trocar mensagens belas ou fazer encenações, deram pra trás na hora.
Sofia, Estela, Dine e Bobby estavam de volta após meia hora.
– Er...não tive muito sucesso –  avisou Bobby, por fim.
– Nem eu.
– Nem eu.
– Nem eu.
Dei de ombros.
– Eu avisei, gente. Perda de tempo.
Eles pareceram muito tristes, mas os animei, dizendo que nossa festa ia ser a melhor de todas e que não tinha importância alguma se seria só nós. Eles sorriram mais animados e disseram que iam trazer pelo menos alguma coisa pra comer e saíram. A verdade é que eu não estava mais no espírito. Quer dizer, espírito de natal eu tinha, mas estava completamente desanimada do resto. Zack estava amuado na cama, mas percebeu.
– Que foi, safadinha? Pensei que não houvesse ficado chateada...
– Aah, não, eu... estou bem. De verdade.
Ele não pareceu confiar muito em mim. Subitamente sua face se iluminou.
Essa não. Ele teve uma ideia.
Eric apareceu e sorriu. Claro.
Tinha que ser uma ideia que colocaria todo mundo em perigo.
Antes que eu pudesse impedi-lo, Zack saltou na noite e sumiu.
Espero que não demore muito para nos encrencar. Já eram sete da noite.      
Ou eu quero que ele demore? Estou com medo dele arruinar o que resta do natal...
Que isso, Jessi! Coloque a cabeça no lugar! Você mesma precisa lembrar o porquê do natal existir!
Em breve as otakus e Bobby chegaram com alguns pratos – miojo com temperos exóticos –, deixaram tudo lá no meu quarto pra feder e nos dirigimos à saída da universidade para assistir a missa do galo. Ainda bem que ela começava cedo e terminava cedo; tinha medo de sair de lá à meia noite, apesar de Zack afirmar que vampiros costumam fazer uma trégua durante o natal.
Vai que tem um desavisado.
A missa estava linda e fiquei totalmente entregue àquele clima lindo até olhar para fora e ver que Zack aparecera e também parecia empolgado pela janela. Mas não acho que era porque estavam cantando “glóóóóóóóória a Deus nas alturas”. Ele estava sorrindo e acenou pra mim. Eric ao lado dele parecia tentar conter o riso.
É isso. Vou rezar com mais afinco. Acho que vou dizer parabéns pelo aniversário para Jesus pessoalmente hoje.
   Quando a missa terminou, ele estava tão animado que nem esperou as pessoas saírem adequadamente. Foi empurrando todo mundo desejando feliz natal até chegar em nós.
– Prontos pra festa?
– Estamos! – sorriu Bobby – Vamos para casa para apanhar nossa comida e...
– Quê? – Zack torceu o nariz – Não, eca! Vamos para uma que eu preparei. É aqui perto!
Ele começou a nos empurrar e, embora as otakus e Bobby estivessem empolgados para descobrir o que Zack estava aprontando, eu não estava nem um pouco. Afinal, que salão de festas pode ter em uma rua escura e deserta?
– Zack... onde é?
– Assim, de repente, só consegui um galpão abandonado. Mas já está lotado! E eles estão só esperando por nós!
– Você os chamou? – perguntou Bobby com uma sobrancelha levantada.
– Sim, mas posso garantir que nenhum apareceu por causa da minha beleza. Quer dizer... talvez um ou dois, mas... vá saber.
Comecei a sentir o suor frio escorrer pelo meu pescoço.
– Zack... quem você chamou?
Quando ele abriu a porta do galpão, ela estava realmente lotada. Havia dúzias e dúzias de pessoas ali. Todas esperando por nós.
Mas não estavam lá com espírito natalino. Não deveriam comemorar o natal há muitos anos. Talvez centenas.
Todos vampiros.
– Zack... – sussurrei quando finalmente encontrei minha voz. Já as otakus e Bobby ainda não tinham conseguido – Você nos trouxe para um antro de vampiros?
– Não, não.... é nossa festa!
– Você ficou MALUCO??
– Imagina! Eles ficaram muito felizes por estarem servindo o mestre! Não é, pessoal?
Houve alguns murmúrios resmungados de concordância.
– Eu disse... NÃO É, PESSOAL?
Desta vez o murmúrio foi muito mais animado e audível, embora meio falso.
– Pronto, Jessi – ele piscou um olho – você já pode imbutir o espírito natalino neles!
– Zack... eles são maus...são vampiros... odeiam o natal!
– Isso não é verdade! Eu amo o natal!
Bem, era um argumento, sendo ele um vampiro e tal, mas... Zack é Zack! Se eu o mandasse ir de galinha pintadinha para uma festa no presídio, ele ia tentar me convencer a ir de Peppa também.
Zack estalou o pescoço.
– Bem, como vamos começar a nossa festa? Já sei! Jessi, pode começar a falar do amor de Deus, a encarnação em forma de homem e tal. Aposto que eles não conhecem bem essa história.
Pisquei os olhos enquanto as otakus e Bobby se recuperavam aos poucos.
– Ahn, certo – Peguei um pouco do vinho que estava na mesa entre comidas deliciosas intocadas (não era isso que eu queria?), limpei a garganta e comecei – Tudo começou quando... no princípio era o verbo...
Por incrível que pareça, me empolguei no sermão. Alguns deles pareceram entretidos, outros, nem tanto, já que bocejavam. Mas houve até algumas perguntas tímidas que expliquei com toda a boa vontade do mundo. Ainda não sei se foi Zack que os mandou participarem e provavelmente nunca vou saber.
O tempo todo eu estava tensa. Cada vez que algum deles falava alguma coisa, eu dava um pulo – interno ou externo. Zack pode ser extremamente poderoso como ele mesmo fala e todos os vampiros são obrigados a obedecê-lo, mas nós dois sabemos que muitos deles ali não concordam com isso e ele não poderia nos proteger de todos. E mesmo eu sendo uma caçadora de vampiros, bem... convenhamos que eu não teria nem tempo de descobrir como uma estaca realmente funciona.
– E o que fazemos agora, Jessi? O que você tinha planejado? Aah, sim! Vamos cantar músicas natalinas!
A expressão de horror que se formou no rosto de cada um deles foi quase cômica. Zack pegou uma baqueta e separou os sopranos, tenores, baixos e contraltos. Determinou quem faria que parte e, o tempo todo sorrindo, anunciou que cantaríamos “noite feliz”.
Ele bateu duas vezes a baqueta improvisada numa caixa de madeira improvisada que ele fez de conta que era um palanque.
– Agora, todos juntos!
O coro começou bem fraquinho e desafinado. Até eu estava receosa de cantar.
– N... noooite feliiiiz....
Subitamente os olhos de Zack ficaram vermelhos e seus caninos projetaram-se pra fora.
– Eu sei que vocês podem fazer melhor do que isso.
O ânimo de todo mundo foi repentinamente recuperado, incluindo o meu.
– NOOOOOOITE FELIIIIIIZZZZ......
Devo admitir que depois de umas duas horas cantando canções natalinas, os vampiros acabaram cedendo e pude ouvir alguns solos e canções de natal ainda mais antigas que minha avó se ela fosse uma vampira desde tempos passados. Alguns se revelaram ótimos cantores, quem diria?
– Pronto, Jessi! Que mais iremos fazer? A ceia?
Isso definitivamente animou os vampiros. Alguns deles sorriram e nos fitaram ansiosos.
Sussurrei pra Zack.
– Nós não seremos ceia de ninguém!
Ele deu de ombros.
– Tem certeza? Você tem sangue aí para alimentar um batalhão inteiro de vampiros!
– EU NÃO SOU GORDA!
– Não, mas suas coxas...
Antes que eu tirasse meu salto alto para dar na cabeça dele, Zack virou-se para a multidão sedenta.
– Tem um caminhão de sangue aí fora. Divirtam-se.
Eles pularam animados, saindo o mais rápido que podiam. Fitei-o com espanto.
– Você roubou sangue? Um caminhão inteiro? Zack!! Pessoas precisam desse sangue! Há muitos acidentes nessa época!
Ele deu de ombros.
– Roubei um pouco de vários lugares diferentes, Jessi. Ninguém vai dar por falta. Provavelmente um ou dois de cada hospital, de cada cidade, de cada país...
– Você pensa em tudo mesmo, hein?
Enquanto isso, as otakus, Bobby e eu nos servimos da ceia que Zack havia preparado para nós. Não estava nada mal, na verdade. Comemos até ficarmos enjoados – não me julgue, ainda mais depois daquele sufoco que ele nos fez passar com os vampiros – e paramos até os vampiros também ficarem saciados e voltarem para dentro do galpão.
– Pronto, Jessi... próximo passo. Ah, trocarmos presentes! Todos vocês, deem os presentes que mandei vocês arrumarem. Agora.
Eles se entreolharam e começaram a puxar dos bolsos roupas velhas, sapatos – de um pé, relógios, bolsas...
– Zack... eles roubaram essas coisas?
– Hum, eu devia ter sido mais específico. Mas é bem provável que a maioria tenha pego de algum cemitério já que não podem atacar pessoas na época do natal.
Senti um estremecimento característico. As otakus e Bobby se animaram e começaram a remexer nas coisas, mas puxei-os pelas golas e lancei-lhes um olhar que dizia: não-mexam-nisso-que-nojo-deve-ser-sido-roubado-de-um-cemitério. E eles me lançaram outro que dizia: quem-se-importa-é-de-graça-e-ninguém-vai-reclamar.
Todos me olharam com expectativa. Eu não sabia bem o que fazer até o sino tocar.
–  Bom, é oficialmente natal... vamos nos abraçar e desejar um feliz natal pra todos!
Os vampiros me fitaram com horror novamente – como eu sempre havia sonhado, mas não dessa forma – e tentei lançar-lhes um olhar que dizia: acalmem-se-já-está-acabando.
Eles começaram a se levantar e se abraçar mutuamente resmungando feliz natal, mas conforme iam se soltando, pude ver alguns sorrisos – quem diria! – e até algumas risadas e abraços apertados. Abraçaram Zack mais do que todos – vai entender – e muitos me abraçaram também, embora eu sempre me encolhesse e meu abraço parecesse mais o de um robô.
Quando eu estava pronta para dispensá-los, Zack ainda teve uma nova ideia.
– Espera, o que acham de uma representação?
Foi a minha vez de fitá-lo horrorizada.
– Representação?  Você quer dizer... eles farão o papel de Maria, José, os anjos, os reis magos...?
– Ué, claro! E eu vou ser...
– Se você disser que vai ser o menino Jesus eu vou dar com a minha mão na sua cara!
Ele paralisou por um momento.
– Er... eu vou ser o diretor.
Ele mesmo escolheu os papéis, especialmente para aqueles vampiros que tentaram fugir quando ninguém estava olhando. Eu pensei em fazer o mesmo, mas... provavelmente o máximo que eu ia ser seria o burro do presépio.
Não vou dizer que foi convincente a encenação, ainda mais quando Zack o tempo todo interrompia gritando “Corta”, mas devo admitir que fiquei tocada. Tive que conter o riso quando Zack pediu alguém para ser a estrela e Bobby sugeriu Edward do Crepúsculo.
Maria foi bem convincente e José parecia mal-humorado. Os pastores estavam meio forçados, mas senti um bom esforço da parte do anjo. Os animais estavam meio tensos. Pelo visto ser burro ou vaca ia dar mais trabalho do que eu imaginava.
Ao final da representação, aplaudimos de pé. Realmente foi um bom esforço da parte dos atores – claro que Zack mostrando os caninos os incentivou muito – e até vi alguns vampiros com expressões tocadas. Não sei se vi lágrimas nos olhos deles, só nos da Sofia e da Estela – vai entender.
Zack bateu palmas para chamar a atenção de todos.
– Nossa festa de natal está oficialmente encerrada! Como eu perguntei antes, no começo da festa... ainda querem matar os convidados humanos?
Arregalei os olhos. Isso estava em discussão?
Eles se entreolharam. Alguns deram de ombros, outros acenaram que sim com a cabeça, mas a maioria disse que não. Eles haviam mesmo sido tocados, de uma forma ou de outra.
– Que bom. Então não haverá briga no fim da festa, afinal de contas. Podem ir e feliz natal!
Alguns saíram caminhando felizes, outros dispararam pelas janelas. Mas de uma forma ou de outra ninguém ali queria brigar. Puxei Zack de lado, ainda orgulhoso pelo feito.
– Zack, o que... o que significou isso?
– Você estava tão triste porque não ia ter uma festa de natal de verdade... e olha o lado bom, aposto que muitos deles nem vão tentar atacar alguém pelas próximas semanas.
– Hã... isso é bom... eu acho.
– Eu adorei! – gritou Estela.
– E eu – gritou Dine.
– Eu também! – exaltou-se Sofia.
– Confesso que foi divertido – confessou Bobby.
Eric deu de ombros.
– Acho que devíamos repetir isso sempre – Zack ameaçou – O que acham?
Sacudi violentamente a cabeça gritando não, mas me ignoraram.
– Bom, já podemos começar a planejar a próxima festa.
Suspirei. Eu ainda ia ter pelo menos um ano pra convencer Zack de que essa não era uma boa ideia.
No dia seguinte, muitas pessoas vieram atrás de mim perguntando quando eu iria fazer a próxima festa porque estariam lá com certeza. Aparentemente alguém contou a eles que na minha festa não só teve Zack como ainda teve dúzias e dúzias de homens e mulheres lindíssimas – não tinha como negar isso – e ainda teve shows como encenações e corais. Até Linda falou que gostaria de participar. Talvez.
Zack veio ao meu quarto todo empolgado e cheio de planos. Já eu não estava tão animada assim. Um bando de vampiros e um bando de adolescentes juntos? Pode parecer, mas não seria nada nada como Crepúsculo.
Acho.
Dei de ombros e deitei na cama.
– Bom, temos bastante tempo até lá. Então vamos descansar e...
– Do que está falando, Jessi? A próxima festa é daqui a uma semana!
– Do que está falando??
Ele abriu um sorriso largo e sem caninos à amostra.
– Vamos nos preparar para o ano novo!



   
                                                                                                      Vivianne Fair


E aí? Alguém vai querer participar desta festa?? Hehehe! 

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conto 2
conto 3
conto 4
conto 5
conto 6
conto 7
conto 8
conto 9
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conto 11 
conto 12
conto 13
conto 14 ( o natal de Zack)
conto 15 
conto 16 
conto 19
conto 20 
conto 21 
conto 22

conto 23 

Espero que gostem! Beijooos!! =*** 
*correndo pra preparar promoção no blog!*



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7 comentários:

  1. nhaaa' Andei sumida, mas cheguei no dia certo haha' Adorei o conto! Imagina só aquele bando de vampiros cantando Noite Feliz! :D

    Feliz Natal atrasado, Chefa!

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  2. Awwwn Adorei! Feliz Natal, chefa!

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  3. Hahahahaha...
    Fala sério que o Zack reuniu um bando de vampiros para uma festa de Natal!! E ainda fez dar certo?! Só ele mesmo! rs...
    Vi, o Natal já passou, mas ainda é tempo de desejar tudo de bom para você e para sua família!
    Beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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  4. Hahaha Estou tentando imaginar a tirinha de ano novo com essa ceia aí xD

    Espero que ninguém tome sangue achando que é vinho :(

    Beijos, Diva!
    ~-Lyoko'

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  5. Brenda: rsrsrs que bom que gostou! E senti sua falta, mas andei sumida também! =D Feliz natal, Brenda!! ^^

    Nanda: Que bom! rs Feliz natal!! ^^

    Camila: Bom, espero que tenha dado certo, né? Tudo de bom, Camis, pra você e pro dennis também!! ^^ Beijoos!!

    Ly: hahahahahaha! XD Ecaaaa...tomara que não!! ^^;;;

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  6. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, de boa, mais eu nao, nao mesmo, bom pelo menos eles ficaram tocados

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